No dia 26 de outubro ocorreu na Câmara Municipal da cidade do Rio Grande uma audiência pública voltada a sanar os problemas ligados à qualificação profissional de trabalhadores da região sul do estado. O fomento de cursos profissionalizantes voltados ao pólo naval foi discutido por representantes de diversos seguimentos. Os vereadores municipais, o Deputado Estadual Sandro Boka, o Deputado Federal Cláudio Diaz, um representante do Ministério do Trabalho do RS, os representantes do empresariado ligado ao pólo, os representantes de instituições de ensino, bem como representantes sindicais e populares. A idéia foi muito boa, tendo em vista que é fato a ocorrência migratória de cidadãos de diversos estados do país para o trabalho em nosso nascente pólo. A preocupação com o inchaço da cidade, a desqualificação dos nossos trabalhadores, o desemprego de 20 mil riograndinos foram temas comentados na devida audiência.
Ocorre que as empresas ligadas ao pólo naval não estão contratando nem os riograndinos capacitados em cursos já efetivados em nossa cidade. Não chega a 40 % o número de empregados locais no setor. Não se sabe ao certo qual o motivo que tem levado estas empresas, em grande parte terceirizadas, a contratar pessoas de outras regiões do país. Acredito que não se deva criar nenhum tipo de preconceito quanto à origem dos trabalhadores, pois somos todos brasileiros. Mas o que não se pode aceitar é o desemprego, a desqualificação e a escusa destas empresas em contratar cidadãos da região. Analisando o contexto da audiência pública pode-se visualizar o caráter benéfico da mesma, bem como as atitudes louváveis de alguns representantes populares, que versaram sobre a necessidade de transcender a questão partidária em benefício da sociedade de Rio Grande.
Devemos sempre fazer críticas quando necessárias, mas também é primordial a altivez quando verificamos as atitudes corretas dos membros da legislatura municipal. E este caso se encaixa como um bom exemplo de como deve trabalhar a casa do povo. O Vereador Charles Saraiva – PMDB informou que diversos hotéis da cidade estão com o índice de ocupação bem acima da média, levando-nos a constatar que muitas pessoas de fora estão trabalhando no pólo. Porém, é necessário ressaltar que os trabalhadores, operários destas empresas não tem a mínima condição de alugar um quarto nestes referidos hotéis. Pois os salários não são condizentes com os valores das diárias dos referidos.
Faço esta ressalva, pois não precisa muita atenção para verificar que diversos “hoteizinhos” de nossa cidade estão cheios de trabalhadores de fora. É só passar pela Silva Paes no domingo, que se chega a esta constatação. Diversos trabalhadores sem suas famílias, acomodados sem lá como, se encontram na frente destes estabelecimentos, aproveitando seus momentos de descanso. Sem contar os imóveis locados pelos funcionários das empresas terceirizadas, que mediante o atraso nas suas remunerações, acabam por desistir de seus empregos, mas antes de deslocar-se simplesmente depredam os imóveis, deixando um prejuízo ao proprietário.
Só podemos chegar a uma conclusão! Que a mão de obra qualificada, até o devido momento em nossa cidade, seria mais onerosa para estas empresas. Haja vista que as mesmas trazem pessoas do Rio de Janeiro e até do Maranhão, preterindo a força de trabalho ociosa em Rio Grande. È fundamental que tenhamos um cuidado para que nossa região não passe pelo mesmo tipo de situação que a região de Caxias do Sul, na qual um enorme cinturão de pobreza circundou a cidade, devido à migração de trabalhadores de outras regiões que acreditavam ter melhores condições de trabalho ali. Se deixarmos o trabalhador da região sul desqualificado e quando apto deixarmos os mesmos sem respaldo político, veremos a migração de famílias juntando-se aos bolsões já existentes. Criando assim um desenvolvimento calcado na miséria, sem inclusão social e sem dignidade para os necessitados de políticas públicas de inserção no mercado de trabalho.
Ocorre que as empresas ligadas ao pólo naval não estão contratando nem os riograndinos capacitados em cursos já efetivados em nossa cidade. Não chega a 40 % o número de empregados locais no setor. Não se sabe ao certo qual o motivo que tem levado estas empresas, em grande parte terceirizadas, a contratar pessoas de outras regiões do país. Acredito que não se deva criar nenhum tipo de preconceito quanto à origem dos trabalhadores, pois somos todos brasileiros. Mas o que não se pode aceitar é o desemprego, a desqualificação e a escusa destas empresas em contratar cidadãos da região. Analisando o contexto da audiência pública pode-se visualizar o caráter benéfico da mesma, bem como as atitudes louváveis de alguns representantes populares, que versaram sobre a necessidade de transcender a questão partidária em benefício da sociedade de Rio Grande.
Devemos sempre fazer críticas quando necessárias, mas também é primordial a altivez quando verificamos as atitudes corretas dos membros da legislatura municipal. E este caso se encaixa como um bom exemplo de como deve trabalhar a casa do povo. O Vereador Charles Saraiva – PMDB informou que diversos hotéis da cidade estão com o índice de ocupação bem acima da média, levando-nos a constatar que muitas pessoas de fora estão trabalhando no pólo. Porém, é necessário ressaltar que os trabalhadores, operários destas empresas não tem a mínima condição de alugar um quarto nestes referidos hotéis. Pois os salários não são condizentes com os valores das diárias dos referidos.
Faço esta ressalva, pois não precisa muita atenção para verificar que diversos “hoteizinhos” de nossa cidade estão cheios de trabalhadores de fora. É só passar pela Silva Paes no domingo, que se chega a esta constatação. Diversos trabalhadores sem suas famílias, acomodados sem lá como, se encontram na frente destes estabelecimentos, aproveitando seus momentos de descanso. Sem contar os imóveis locados pelos funcionários das empresas terceirizadas, que mediante o atraso nas suas remunerações, acabam por desistir de seus empregos, mas antes de deslocar-se simplesmente depredam os imóveis, deixando um prejuízo ao proprietário.
Só podemos chegar a uma conclusão! Que a mão de obra qualificada, até o devido momento em nossa cidade, seria mais onerosa para estas empresas. Haja vista que as mesmas trazem pessoas do Rio de Janeiro e até do Maranhão, preterindo a força de trabalho ociosa em Rio Grande. È fundamental que tenhamos um cuidado para que nossa região não passe pelo mesmo tipo de situação que a região de Caxias do Sul, na qual um enorme cinturão de pobreza circundou a cidade, devido à migração de trabalhadores de outras regiões que acreditavam ter melhores condições de trabalho ali. Se deixarmos o trabalhador da região sul desqualificado e quando apto deixarmos os mesmos sem respaldo político, veremos a migração de famílias juntando-se aos bolsões já existentes. Criando assim um desenvolvimento calcado na miséria, sem inclusão social e sem dignidade para os necessitados de políticas públicas de inserção no mercado de trabalho.
